terça-feira, 15 de setembro de 2015

O que é o ISE

Apresentação
Iniciativa pioneira na América Latina, o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) busca criar um ambiente de investimento compatível com as demandas de desenvolvimento sustentável da sociedade contemporânea e estimular a responsabilidade ética das corporações. Iniciado em 2005, foi originalmente financiado pela International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial, e seu desenho metodológico é responsabilidade do GVces.
O ISE é uma ferramenta para análise comparativa da performance das empresas listadas na BM&FBovespa sob o aspecto da sustentabilidade corporativa, baseada em eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa. Também amplia o entendimento sobre empresas e grupos comprometidos com a sustentabilidade, diferenciando-os em termos de qualidade, nível de compromisso com o desenvolvimento sustentável, equidade, transparência e prestação de contas, natureza do produto, além do desempenho empresarial nas dimensões econômico-financeira, social, ambiental e de mudanças climáticas.
A mais recente carteira do ISE foi anunciada em 26 de novembro de 2014 e vigora entre 05 de janeiro de 2015 a 02 de janeiro de 2016. A nova carteira reúne 51 ações de 40 companhias, que representam 19 setores e somam R$ 1,22 trilhão em valor de mercado, o equivalente a 49,87% do total do valor das companhias com ações negociadas na BM&FBOVESPA (em 24/11/2014). Saiba mais
Das 40 empresas selecionadas, quatro são novas: JSL, B2W DIGITAL, LOJAS AMERICANAS e LOJAS RENNER, as três últimas responsáveis pelo ingresso do setor "Comércio" ao ISE. O aumento no número de setores amplia a atratividade para o investidor, pela maior diversificação, e também demonstra que o movimento de Sustentabilidade ganha maturidade ao estender o seu alcance setorial.
A décima carteira do ISE também traz expressivo aumento da transparência por parte das companhias. O número de empresas que autorizaram a abertura das respostas do questionário saltou de 22 para 34 (ver quadro abaixo) e agora representa 85% do total da nova carteira. No ano passado, representava 55%.
Foram convidadas para participar da carteira as 182 companhias que detinham as 200 ações mais líquidas da Bolsa na virada da carteira em janeiro de 2014. Destas, 49 concorreram em uma ou mais categorias (46 Elegíveis à carteira, 01 como Treineira e 08 no Simulado).
Este ano, o processo do ISE contou novamente com a Asseguração da KPMG, que emitiu uma carta sem ressalvas em relação ao processo ISE, o que contribui para conferir ainda mais credibilidade aos procedimentos. Além disso, o ISE segue com a parceria de monitoramento diário de imprensa com a empresa Imagem Corporativa.
Carteira 2015
AES Tietê*CEMIG*ELETROBRAS*ITAUSA*SABESP
B2W DIGITAL*CIELO*ELETROPAULO*ITAU UNIBANCO*SANTANDER BR*
BANCO DO BRASIL*COELCE*EMBRAERJSL*SUL AMERICA*
BICBANCO*COPEL*EVEN*KLABIN S/A*TELEF BRASIL (TELEFÔNICA)
BRADESCO*CPFL ENERGIA*FIBRIA*LIGHT S/A*TIM PART S/A
BRASKEM*DURATEX*FLEURY*LOJAS AMERIC (LOJAS AMERICANAS)*TRACTEBEL*
BRF SA*ECORODOVIAS*GERDAULOJAS RENNER*VALE*
CCR SA*ENERGIAS BR (EDP)*GERDAU METNATURA*WEG*
* Empresas que autorizaram a abertura das respostas do questionário

O ISE é atualizado a partir de questionários que são distribuídos entre as empresas emissoras das ações mais líquidas da BM&FBovespa. A metodologia aplicada ao ISE está apresentada no questionário-base 2005, cuja versão mais recente é resultado de revisão conduzida pelo GVces em workshops no ano de 2012.


Missão
Induzir as empresas a adotarem as melhores práticas de sustentabilidade empresarial e apoiar os investidores na tomada de decisão de investimentos socialmente responsáveis.
Pressupostos
•Buscar constante alinhamento com os temas e desafios globais da sustentabilidade
•Promover a melhoria contínua das estratégias e práticas empresariais em sustentabilidade
Objetivos estratégicos para o quinquênio 2011-2015
1. Ampliar a abertura de informações ao mercado
2. Aumentar a participação das empresas no processo de seleção
3. Aumentar o volume de recursos investidos e produtos atrelados ao ISE e torná-lo um benchmark de investimentos
4. Fortalecer os canais de comunicação e diálogo com as partes interessadas
5. Trabalhar pelo aperfeiçoamento do escopo e processos de elaboração do questionário (refinamento e aperfeiçoamento da metodologia, processos de seleção das empresas, verificação etc.)
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10 práticas de sustentabilidade empresarial mais valorizadas

10 práticas de sustentabilidade empresarial mais valorizadas


Tempos de transparência

São Paulo - Pesquisa realizada pelo Instituto Akatu aponta quais são as práticas de Responsabilidade Social Empresarial que os consumidores brasileiros mais valorizam nas companhias e alerta: apenas 8% da população diz acreditar nas informações de RSE que as empresas divulgam atualmente.

1 - Não ao trabalho infantil e escravo

Não utilizar o trabalho infantil e forçado e exigir, em contrato, que toda a cadeia de valor assuma o mesmo compromisso foi a prática de Responsabilidade Social Empresarial (RSE) mais valorizada pelos 800 brasileiros entrevistados para a Pesquisa Akatu 2012.
NOTA MÉDIA: 2,74
ESSENCIALIDADE: 44%

2 - Igualdade de oportunidade

Ter programas de contratação, capacitação e promoção de mulheres, negros e pessoas portadoras de deficiência, visando promover a igualdade de oportunidades, é a segunda prática de RSE que os consumidores mais priorizam nas companhias.
NOTA MÉDIA: 2,71
ESSENCIALIDADE: 37%

3 - Remuneração justa

Assegurar aos trabalhadores uma remuneração que garanta um nível de vida adequado a eles e a suas famílias é a terceira prática de RSE que os consumidores mais valorizam nas companhias.
NOTA MÉDIA: 2,69
ESSENCIALIDADE: 34%

4 - Cuidados com o bem-estar

Adotar medidas em relação a seus produtos ou serviços que visem minimizar os riscos à saúde e segurança do consumidor ou cliente é a quarta prática de RSE que os consumidores mais priorizam nas empresas.
NOTA MÉDIA: 2,55
ESSENCIALIDADE: 23%

5 - Respeito ao trabalho terceirizado

Garantir ao trabalhador terceirizado as mesmas condições de saúde e segurança no trabalho de que gozam os empregados regulares, além de oferecer benefícios básicos, é a quinta prática de RSE que os consumidores mais valorizam nas empresas.
NOTA MÉDIA: 2,54
ESSENCIALIDADE: 23%

6 - Economia de água

Manter programas para racionalização e otimização do uso da água é a sexta prática de RSE que os consumidores mais priorizam nas companhias.
NOTA MÉDIA: 2,45
ESSENCIALIDADE: 19%

7 - Investir em especialização

Oferecer programas de alfabetização e desenvolvimento de carreira para os empregados é a sétima prática de RSE que os consumidores mais valorizam nas empresas.
NOTA MÉDIA: 2,44
ESSENCIALIDADE: 19%

8 - Preocupação com reciclagem

Investir em novas tecnologias quer permitam a reciclagem de seus produtos após o uso é a oitava prática de RSE que os consumidores mais priorizam nas companhias.
NOTA MÉDIA: 2,43
ESSENCIALIDADE: 20%

9 - Formar consumidores conscientes

Promover programas que informem e eduquem a população a respeito dos impactos sociais e ambientais de seus hábitos de consumo é a nona prática de RSE mais valorizada.
NOTA MÉDIA: 2,41
ESSENCIALIDADE: 19%

10 - Orientar sobre uso e descarte

Informar o consumidor a respeito dos cuidados que devem ser observados durante o uso e descarte do produto é a décima prática de RSE mais priorizada pela população.
NOTA MÉDIA: 2,35
ESSENCIALIDADE: 13%



Sustentabilidade Empresarial

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Sustentabilidade empresarial: valorizando o meio ambiente e a sociedade
Sustentabilidade empresarial: valorizando o meio ambiente e a sociedade

Definição

Sustentabilidade empresarial é um conjunto de ações que uma empresa toma, visando o respeito ao meio ambiente e o desenvolvimento sustentável da sociedade. Logo, para que uma empresa seja considerada sustentável ambientalmente e socialmente, ela deve adotar atitudes éticas, práticas que visem seu crescimento econômico (sem isso ela não sobrevive) sem agredir o meio ambiente e também colaborar para o desenvolvimento da sociedade.

Importância da sustentabilidade empresarial

Além de respeitar o meio ambiente, a sustentabilidade empresarial tem a capacidade de mudar de forma positiva a imagem de uma empresa junto aos consumidores. Com o aumento dos problemas ambientais gerados pelo crescimento desordenado nas últimas décadas, os consumidores ficaram mais conscientes da importância da defesa do meio ambiente. Cada vez mais os consumidores vão buscar produtos e serviços de empresas sustentáveis.

Vale apena ressaltar que, sustentabilidade empresarial não são atitudes superficiais que visem o marketing, aproveitando a chamada “onda ambiental”. As práticas adotadas por uma empresa devem apresentar resultados práticos e significativos para o meio ambiente e a sociedade como um todo.

Vantagens das práticas empresariais sustentáveis

- Melhoria da imagem da empresa junto aos consumidores e comunidade em geral.

- Economia, com redução dos custos de produção. Isto é obtido, por exemplo, através da reciclagem, reutilização da água, reaproveitamento de sobras de matéria-prima e medidas de economia de energia elétrica.

- Melhoria nas condições ambientais do planeta. Afinal de contas, os empresários possuem filhos e netos que viverão num mundo futuro melhor ou pior, dependendo do que for feito na atualidade.

- Satisfação dos funcionários e colaboradores. Em função da consciência ambiental, muitas pessoas tem satisfação em trabalhar em empresas sustentáveis.

- Valorização das ações em bolsas de valores. Cada vez mais, investidores tem procurado dar mais atenção para a compra de ações de empresas sustentáveis socialmente e ambientalmente.


Práticas sustentáveis nas empresas (exemplos):

- Uso de sistemas de tratamento e reaproveitamento da água.

- Uso racional da água e da energia elétrica. 

- Reciclagem do lixo sólido.

- Reutilização de sobras de matéria-prima.

- Criação de projetos educacionais voltados para a preservação do meio ambiente.

- Adoção de projetos que visem o desenvolvimento educacional e cultural da comunidade em que a empresa está inserida.

- Uso de materiais recicláveis para a confecção de embalagens dos produtos.

- Uso de sacolas biodegradáveis (caso de supermercados, por exemplo).

- Uso de filtros que retém os poluentes emitidos em determinadas fases da produção industrial.

- Não descartar esgoto ou resíduos químicos em rios, córregos ou lagos.

- Não poluir o solo com produtos químicos ou qualquer outro material poluente.

- Não utilização, em hipótese alguma, de trabalho infantil, forçado ou escravo.

- Respeito total as leis ambientais do país.

- Não adotar práticas que visem tirar vantagens em concorrências públicas. A empresa sustentável não deve aderir, em hipótese alguma, à esquemas de corrupção. Vale lembrar que recursos públicos desviados por corruptos significa menos investimentos em áreas essenciais para a população (saúde, educação, transportes, lazer e etc.).

- Uso nos processos de produção, quando possível, de fontes de energia limpa e renovável.

- Não utilização de formas de discriminação (raça, cor, religião, opção sexual e etc.) nos processos de seleção de funcionários. Uso de formas justas, respeitando os princípios de igualdade de direitos no processo seletivo.

- Respeito às leis trabalhistas do país, fazendo o pagamento de forma justa e garantindo todos os direitos dos trabalhadores.

- Uso de práticas de produção que garantam a total segurança dos funcionários no ambiente de trabalho.

- Produção de mercadorias e prestação de serviços que não coloquem em risco a saúde e a segurança física ou psicológica dos consumidores.

- Uso de contratos com consumidores e outras empresas que sejam claros, objetivos e justos.

- Fornecimento de um sistema de atendimento ao consumidor (SAC) eficiente.

- Informar de forma adequada os consumidores a respeito das características dos produtos que vendem ou dos serviços que prestam. Além disso, é importante que a empresa oriente seus consumidores a respeito do descarte das embalagens, produtos com validade vencida ou que não serão mais utilizados por qualquer outro motivo.

- Adoção, quando for o caso, do sistema de logística reversa. Este visa evitar que determinados produtos sejam descartados no meio ambiente. Empresas fabricantes de pneus, pilhas, baterias, medicamente e outros produtos que possam poluir o meio ambiente devem utilizar este processo.

Você sabia?

- A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) criou um Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). É uma importante ferramenta de análise e comparação das empresas que mantém ações na Bolsa de Valores, visando esclarecer os investidores sobre como estas corporações estão adotando práticas de desenvolvimento sustentável.

Obvio Adams: lições de simplicidade

Obvio Adams: lições de simplicidade* 
Jose Roberto Ferro 



 Um conto originalmente publicado em 1916 pelo Saturday Evening Post escrito por Robert Updegraff,que teve repetidas edições ampliadas, faz-nos refletir sobre os sistemas de gestão atuais.

Como um manual de comportamento e de bom senso, o autor relata a trajetória de Adams, um publicitário de família pobre que trabalhou desde muito jovem como balconista e estudou a noite.

 Resolveu seguir a carreira de publicidade, tendo dado os primeiros passos arquivando documentos em empresa de prestígio em Nova York. Galgou posições até assumir a vice-presidência da empresa, graças a sua irritante obviedade e objetividade.

 Antes de completar um mês de trabalho, teria sugerido mudanças no método de trabalho de arquivar jornais de modo a trazer reduções de tempo, maior facilidade no manuseio e eliminar erros. Com isso, a empresa poderia contratar alguém com salário menor e ele poderia fazer outra coisa.

E comentou que havia verificado que na área de Criação o pessoal estava trabalhando até tarde e que ele poderia ajudar. Sem sucesso inicialmente, começou a produzir textos nas horas vagas, por conta própria, focalizados na grande campanha para a Associação de Pêssegos em Lata da Califórnia. Para isso, estudou profundamente o assunto, entendendo o processo de produção e enlatamento dos pêssegos. Criou um slogan “seis minutos do pomar para a lata” que vinha junto com frases adicionais como “pêssegos amadurecidos ao sol da Califórnia”, “colhidos maduros no pé”, “selecionados por moças em impecáveis uniformes brancos”, “descascados e enlatados automaticamente”, “cozidos em vapor”, “acondicionados a vácuo”, “do fornecedor até você por 30 centavos a lata”.

 Essas idéias foram grandemente apreciadas que acabaram sendo levado pelo departamento de Criação aos clientes. Embora a campanha derivada de suas idéias não tenha progredido, surgiu uma outra oportunidade com uma nova conta chegando, a de bolos prontos vendidos em supermercados. Adams começou a estudar o assunto, comparando bolso, experimentando-os, embora não tivesse a responsabilidade pela conta.

 Após ficar extasiado com as idéias iniciais de campanha proposta pelo publicitáriochefe, Adams solicitou a permissão para trabalhar com ele para poder aprender mais. Lançada a campanha, os resultados esperados pela empresa não foram alcançados, apesar do brilhantismo dos anúncios. Prestes a ter a conta encerrada, Adams tratou de analisar os problemas e falhas da campanha, reviu suas próprias idéias iniciais, alterou algumas e elaborou uma nova proposta.

 Apresentada ao cliente, foi dada uma outra oportunidade à empresa. A nova campanha continha idéias como oferecer um esquema de degustação aos clientes, fornecer fatias embrulhadas uma-a-uma para os clientes fazerem uma prova, cartazes passaram a apresentar o bolo em cores naturais, a embalagem foi trocada etc. Os resultados apareceram rapidamente e a campanha foi um enorme sucesso. E todos se perguntaram como isso acontecera com idéias até certo ponto simplórias, comparadas com a sofisticação da campanha anterior. A lembrança de cozinhas antigas e aconchegantes foi a inspiração principal de Adams.

Em seguida, o desafio da empresa foi desenvolver um projeto de campanha para uma empresa de chapéus que tinha duas lojas. Desapontados com os inúmeros esforços para aumentar as vendas de uma delas, passaram a revisar todas as ações tomadas e os números detalhados de vendas. Após horas de conversas e discussões, decidiram finalmente que era necessário entender melhor a situação para detectar o problema. E atribuíram esta missão a Adams.

Sua primeira ação foi visitar as lojas, observá-las diretamente de fora, analisar o ambiente externo, o fluxo de pessoas em volta, contar a quantidade de pessoas que passavam. Notou que a loja que dava prejuízo tinha uma péssima posição, dificultando a visão e o acesso dos clientes. Assim, não adiantaria nenhuma campanha publicitária adicional. A empresa então esperou expirar o contrato de locação e buscou nova localização. As vendas cresceram a partir daí nas duas lojas. A obviedade, a busca dos fatos reais através da observação direta e simplicidade mais uma vez resolveram o problema.

Essas situações foram se repetindo, elevando sempre a projeção de Adams na empresa. A um cliente produtor de papel interessado em uma campanha publicitária, Adams disse que não poderia falar nada sem antes conhecer mais sobre o produto e a fábrica. Após dias mergulhado no assunto, sugeriu idéias de mostrar como o papel era feito de fibras cuidadosamente selecionadas, com água filtrada, secado em esteiras, inspecionados visualmente folha por folha. Recebido friamente pelo cliente inicialmente, criticando a falta de brilho das idéias apresentadas, no final convenceu que embora óbvias para um fabricante, poderiam atrair o público mais amplo. O sucesso da campanha mostrou uma vez mais o poder do óbvio.

Adams ajudou diversas empresas a se revigorarem, sempre aplicando sua filosofia de obviedade, objetividade e simplicidade a partir de uma análise detalhada, refletida, com base em fatos e dados, indo mais profundamente na reflexão e busca de soluções.

A partir do conto inicial, o autor Robert Updegraff definiu alguns princípios para ajudar as pessoas que gostam de idéias brilhantes e planos engenhosos e que o óbvio nem sempre é facilmente evidenciado. Assim, sugeriu:

  1. depois de achadas, todas as respostas são óbvias 
  2. o óbvio está em harmonia com a natureza humana 
  3. o óbvio não gasta papel
  4. o óbvio brilha no olhar das pessoas 
  5. o óbvio tem hora certa 
E sugere que o processo de convencer outras pessoas deve ser cuidadoso pois as pessoas precisam de tempo para amadurecer e entender, mesmo idéias simples e óbvias. Por isso, devemos explicar sempre com clareza e simplicidade e deixar que os outros façam as perguntas que forem necessárias, livremente, para esclarecer.

 E sugere cinco perguntas para se chegar ao obvio:

  1. Dá para simplificar? 
  2. Que tal inverter o processo?
  3. Quem opina vai comprar?
  4. Ainda sai coelho desta toca? 
  5. O que está bom pode ficar melhor? 

As lições de simplicidade dadas há quase um século atrás estão presentes ainda hoje. O mundo dos negócios muda a cada hora. E se torna crescentemente complexo. Mas muitas destas lições podem e devem ser aplicadas atualmente.


*Baseado em “Obvio Adams: a historia de um empresário de sucesso” de Robert Updegraff. Editora da Cultura, São Paulo, 2004.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

A importância de se ter um hobby

A importância de se ter um hobby

Passatempo estimula o cérebro e a memória
A importância de se ter um hobby
A falta de tempo não deve ser pretexto para não ter uma atividade relaxante depois de um dia de trabalho.

Já parou pra pensar qual é a coisa que você mais gosta de fazer nas horas vagas? Se você ainda não tem um hobby, está na hora de ir atrás e encontrar algo que te alegre fazer.

Ter um passatempo como coleções, esporte, instrumento, artesanato, entre outros, é uma das melhores maneiras de estimular o cérebro.

Sabemos que um cérebro ativo é muito mais saudável e capaz de concentrar-se e produzir com mais rapidez.

De acordo com especialistas, o ideal é buscar sempre novas atividades para fazer além do trabalho e outras ações cotidianas.  Isso porque, quando saímos da zona de conforto, nosso cérebro cria mais sinápses, ou seja, novas conexões entre os neurônios.

É como estimular os músculos. Quando praticamos atividade física, nossa musculatura se desenvolve e nos tornamos mais fortes. O mesmo acontece com o cérebro. Quanto mais o estimulamos a aprender coisas novas, mais ágil ele fica.

O mesmo vale para as atividades rotineiras.
Que tal experimentar novos pratos e fazer um caminho diferente para o trabalho?
A ginástica cerebral deve fazer parte do nosso cotidiano e a melhor hora para começar é agora!


Fonte: http://www.unimedlondrina.com.br/cliente/canais/saude-todo-dia/06/03/2013/a-importancia-de-se-ter-um-hobby/

terça-feira, 23 de junho de 2015

A NEW WAY OF THINKING

Uma nova maneira de pensar

"Não copie o comportamento e costumes deste mundo, mas deixem que Deus transformá-lo em uma nova pessoa, alterando a maneira como você pensa."
 Romanos 12: 2 (NVI)

A maneira que você expressa sua raiva é uma resposta aprendida. Você não basta escolher automaticamente; alguém modelado-lo para você. Resposta a raiva é uma resposta aprendida.
A boa notícia é que você pode desaprender. Você não tem que ficar assim. Você pode aprender novos padrões e hábitos. Você não tem que continuar perpetuando o que seus pais e seus pais e seus pais fizeram. Toda vez que você ficar com raiva de forma inadequada, você está modelando-o para os seus filhos. Você está ensinando-lhes como fazê-lo da maneira errada, e eles estão indo para ensinar seus filhos como fazê-lo da maneira errada. Alguém tem que parar o ciclo!
A Bíblia diz em Romanos 12: 2, "Não copie o comportamento e costumes deste mundo, mas deixem que Deus transformá-lo em uma nova pessoa, alterando a maneira como você pensa" (NLT). Qual é o comportamento deste mundo? Reprimir, expressar e suprimir.
Televisão e filmes estão cheios de respostas violentas para as pessoas que estão frustrados, ferem, ou se sentem fora de controle. As crianças aprendem a partir dos modelos que observam. Você não quer ensinar os seus filhos maneiras erradas de estar com raiva.
A chave para aprender uma nova maneira de lidar com a raiva está em Romanos 12: 2: "mudando a maneira como você pensa."
Se você quiser mudar a maneira de agir, você não se concentrar no comportamento.Você não precisa nem voltar para a maneira como você se sente. Você começar por mudar a maneira de pensar. Quando você mudar o seu processo mental, que vai mudar a maneira como você se sente, e que vai mudar seu comportamento. Você vai ser "transformados pela renovação da sua mente."
Isso é o que Deus faz por você. Ele é o único que pode mudar os padrões de pensamento destrutivos em sua mente e transformá-lo em uma nova pessoa.
Fale sobre isso
  • Que padrões você vê em sua família que têm afetado a maneira como você responder a situações difíceis?
  • Como você pode melhor modelo para os seus filhos ou outras pessoas como responder às pessoas em amar maneiras?
  • De que outras formas quer Deus para transformá-lo em uma "nova pessoa"?

Dê esperança, oração e encorajamento a seguir. Postar um comentário e falar sobre isso.


Fonte : http://rickwarren.org/devotional/english/a-new-way-of-thinking

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Economia Circular

A economia circular estimula as organizações e indivíduos a adotar novas práticas e ideias e a repensar o modelo econômico atual adotando um novo modelo que considera o impacto social e ambiental e onde produtos e sistemas são utilizados de forma cíclica, inspirados na própria natureza.
Possuímos uma economia hoje cujo término de um produto em toda a sua cadeia é quando ele não é mais utilizado, ou seja, jogado fora. Realizado pela parceria entre a Fundação Ellen McArthur e  a consultoria McKinsey & Company, o relatório intitulado Towards the Circular Economy calcula uma oportunidade em torno de US$ 380 bilhões na Europa para negócios que queiram investir dentro do modelo da economia circular.
Mas por que é tão importante?
O crescimento populacional, às inovações tecnológicas, a exaustão dos recursos naturais e a escassez de alimentos demandam rever o modelo econômico que o planeta utiliza quanto à produção e ao consumo.
Além disso, a oportunidade gerada em todo o ciclo de consumo pode proporcionar mais empregos de maneira mais distributiva por toda a cadeia.
Como começar?
Qualquer indivíduo ou negócio pode começar em repensando e reinventado seus processos de produção. Sustentabilidade ambiental, reciclagem, análises de impacto social são algumas das iniciativas. Investimentos em novas tecnologias e a aplicação de conceitos como o de Lean Manufactoring também podem reduzir o consumo de recursos, mantendo a quantidade e a qualidade da produção. A realização de auditoria social e de iniciativas que diminuam a locomoção dos trabalhadores também podem ser consideradas. Incentivos às pesquisas e ao desenvolvimento de negócios em toda a cadeia do produto, desde sua produção a sua reutilização.
Não basta pensar somente na comercialização, é preciso pensar a utilização.

Escrita executiva: escrever bem é coisa séria!

Por: Eliana Rezende


No mundo corporativo é usual vermos executivos muito preocupados com seu inglês. Investem tempo e recursos na tentativa de o aprimorar julgando que isso o tornará melhor profissional em sua área de atuação.

Todavia, relegam as tarefas de redação, escrita e correção às secretárias, advogados, assessores. Esquecem-se que redigir e expressar-se em sua própria língua é algo fundamental. Deixam de ter claro que saber encadear e expor ideias é tarefa de um bom executivo.


A escrita, tanto quanto a leitura e a fala, são instrumentos de comunicação, e que como tais necessitam de  sentido de clareza, objetividade e correção.

A escrita é boa quando flui inteligível e estreita caminhos entre quem está de um lado e de outro.

Noto que em meios corporativos a escrita técnica avassala de tal forma que as pessoas parecem estar mais preocupadas em reproduzir chavões prontos do que pensar em algo mais original e pessoal ao redigir suas comunicações, infelizmente. Perdemos todos!
Palavras tornam-se bordões, esvaziam-se de sentido e significado. É só pensar em  palavras como inovação, criatividade, resiliência, entre centenas de outras.

O tema é importante de ser tocado por que em vários casos as pessoas esperam ter solucionado seus problemas de escrita apenas pelo uso de um corretor ortográfico e, na melhor das hipóteses, com o inglês corporativo, esquecendo-se de que dominar a língua pátria é a melhor forma de comunicar ideias.

Ser um executivo significa comunicar-se, não apenas usando a linguagem verbal, mas também as formas de escrita: as palavras precisam ser lapidadas e construídas com esmero... sempre! Esmero aqui significa uma linguagem apropriada ao seu objetivo. Ninguém precisará perder horas de seu dia tentando entender um texto mal redigido ou com ideias truncadas. Sem falar em construções com falhas de concordância, ortográficas ou verbais. 
Óbvio está que há diferenças consideráveis e consistentes entre indivíduos e profissões. Nem tenho a presunção de achar que todos em todas as profissões escreverão com a mesma facilidade e propriedade.


O ponto a que me refiro aqui é a escrita como forma de comunicação institucional e corporativa. Aquela que possa servir para comunicar ideais e conceitos. Neste caso, vejo como sendo muito importante o saber colocar-se e se fazer entender com clareza e objetividade por todos. Também não considero problema recorrer a ajuda de um especialista em redação para limpar o texto de aspectos da língua, mas considero que a essência de ideias, o ritmo e fluidez dos pensamentos devem ser de seu autor.

Diferente do escritor literato que fará um caminho de escrita que dependerá de um leitor/interlocutor, o executivo terá um público diverso, onde os códigos de leitura aplicáveis serão bem diferentes. É preciso a paciência lapidar de busca, esmerilho... muitas vezes a poda. Sim! Requer muitas escolhas e muitas mudanças de rumo e caminho. Talvez por isso seja um caminho de resistência e paciência.

É desse exercício cotidiano que se ganha "intimidade" com as palavras que encadeadas exprimem ideias e iluminam caminhos: por isso, ao trabalho!
Em sua forma primeira o tripé fala, escrita e leitura compõem um sistema que se retroalimenta: quanto mais e melhor leio, melhor me expresso e mais facilmente serei capaz de transmitir o que penso a outros.
Com isso os horizontes se alargam e isto num cargo de liderança executiva é fundamental. Saber e fazer-se entender!

A comunicação aqui não é apenas a de um projeto. Pode estar na simplicidade de elaboração de um e-mail ou de uma minuta contratual. Um executivo precisa saber usar a língua vernácula de seu país e dar ao escrito inteligibilidade coerente. Tanto em sua forma (ortografia) quanto de seu conteúdo (ideia).

É essencial dizer que a comunicação é o cerne de tudo e que mais importante do que "como" seja que ela ocorra. Mas a comunicação exige como condição que de um lado haja um emitente e que de outro lado haja um receptor dessa mensagem, e que ambos consigam trocar, ou seja, usarem o mesmo código. Quando essa troca não ocorre houve falha nos objetivos.
A comunicação (veja, falo como leiga... um especialista faria isso melhor que eu) para ocorrer sem problemas não deve possuir "ruídos", e esse ruído pode ser gerado exatamente na forma como as palavras e ideias são colocadas e encadeadas. Sempre o objetivo principal é alcançar a harmonia. Tal como na música, é fundamental para contagiar, agradar e ser entendida por todos. Repare como pode ser agradável:


Escrever não é simplesmente aglutinar palavras e jogar ideias a esmo. É preciso que faça sentido lógico para que pessoas diferentes, e mesmo que não sejam de sua área específica, as compreendam. É preciso que as ideias estejam ordenadamente amarradas. Precisam fazer sentido. Isto fundamental!

A escrita citada aqui é um trabalho de respeito e esmero que temos que aprender a desenvolver em respeito ao outro. Talvez a grande dificuldade de muitos executivos é não ter essa "empatia" ao outro quando escreve. Parte-se sempre da ideia de que "irão entender!".

No caso aqui, a escrita executiva tem que ter objetividade e assertividade para fazer sentido em seu universo de produção.

Em geral, executivos não são dados há tantas sensibilidades, mas a boa escrita cabe em qualquer lugar.

Definitivamente não se delega a terceiros e pode ser aprendida e cultivada.

Daí que escrita executiva é coisa séria! 
Fonte: http://pensadosatinta.blogspot.com.br/

Ler de forma produtiva. Mas como?!

Por Eliana Rezende:


Muito se tem dito e escrito sobre a qualidade dos leitores em tempos de tantos estímulos digitais.
Desconcentração e desinteresse tendem a encabeçar quase todas as listas.
A seguir e bem de perto estão a preguiça, dificuldade de retenção e compreensão do que se lê.

Sem entrar nos méritos da alfabetização ou sua ausência, do analfabetismo funcional e problemas com o ensino desde sua base, algumas sugestões podem e devem ajudar quem, de fato, quer ou precisa ler e ainda não aprendeu como.

Aqui a sugestão é para leituras técnicas ou de conteúdo profissional e que necessitam de uma outra forma de leitura daquelas que destinamos a romances e entretenimentos de horas de lazer.


Vamos ver se consigo:
  • Crie o hábito de tracejar o que lê. Isso mesmo! Use um lápis (nada de marcadores e canetas! Estes estragam seu livro). Procure um lápis macio (6B ou mesmo um integral seriam fantásticos).
  • Munido desta ferramenta aprenda a sinalizar o que lê. Encontre uma sinalética que te dê pistas se o assunto é interessante, repetitivo, se você já leu em outro lugar, etc.
  • Não grife parágrafos inteiros! Escolha palavras que sintetizem a ideia do parágrafo. Assim quando bater os olhos na página não terá que ler todo o conteúdo novamente.
  • Procure anotar títulos que te façam saber do que o parágrafo ou a página tratam.
  • Relacione a leitura desta página com outra que a complemente, ou mesmo outra obra e autor.
  • Estabeleça uma relação com o autor. Faça-lhe perguntas e procure encontrar as respostas enquanto lê. Dessa forma ficará atento e a concentração será consequência deste diálogo silencioso.
  • Este recurso também pode ser usado quando lembrar do argumento de outro autor. Interpele o atual sobre o que o outro disse e tente encontrar uma resposta satisfatória.
  • Tenha sempre um dicionário por perto. A leitura é fantástica para descobrir novos significados para as palavras, bem como seu emprego na construção de uma ideia.
  • Achou uma palavra nova? Não a perca! Escreva ao lado dela o seu significado. Você provavelmente não decorará de primeira.

Logo nas primeiras páginas pergunte-se:
  1. Qual é o objetivo do autor? O que o autor quer com seu escrito? Ele está vendendo uma ideia ou um produto? É importante descobrir qual é o seu objetivo para que ao término da leitura você possa qualificar de boa ou má sucedida sua obra em relação a você. Isto será importante para que você seja capaz de argumentar se gostou ou não do que leu e o quanto ficou convencido pelo exposto.
  2. O que ele está defendendo?
  3. Com quem ele fala? Conversa ou rebate a ideia de outro autor? Ou tenta expor e propor uma nova ideia ou conceito?
  4. De onde o autor fala? Ele é do mercado de trabalho, da academia ou é um empreendedor? Atentar para isso pode ajudar a compreender seus argumentos. Ele procurará falar aos seus pares e saber quem são lhe ajudará a ter mais ferramentas para compreende-lo.
  5. Qual a data da publicação? Essa é uma pergunta interessante, já que se for um autor contemporâneo trará temas mais recentes. Mas às vezes é uma publicação escrita há décadas! Talvez seja um clássico, ou uma leitura obrigatória dentro da área de conhecimento. Saber quando uma obra foi escrita evitará que cometamos erros de interpretação, ou mesmo notar ausências de abordagens, pois estas só ocorreram muito mais tarde.
  6. O autor consegue convencer você ao final? Veja, o convencimento aqui é você cruzar o que era o objetivo inicial dele e como ele foi conduzindo você. Ao final, valeu a pena o percurso? Ele conseguiu cumprir o objetivo que se colocou?
  7. Suas ideias são claras ou já viu outros autores explicando melhor? Tente fazer estas conexões. Isto significará que você não está mais na superfície e que sua leitura está ganhando consistência.
  8. Ao concluir a leitura de um tópico ou capítulo, pergunte-se: "o que mesmo o autor falou?". E neste momento escreva em duas ou três linhas o que respondeu. Isso lhe ajudará a ir fixando as partes importantes de cada capitulo, sessão ou tópico. Ao término da leitura poderá se arriscar a ler tuas anotações e fazer a mesma pergunta só que para o livro todo e redigir um parágrafo síntese.
  9. Pode parecer bobagem, mas fazer isto pouco a pouco o ajudará a ir fixando o conteúdo e imprimindo sua compreensão ao que leu. Com certeza você irá mais longe em sua compreensão.

Se você prestou atenção, os recursos para ler um livro físico são os mesmos que você também pode usar em um livro ou paper digital. A via é a da comunicação. É preciso estabelecer uma relação de troca com o texto, com o escritor. Fale com ele! Feito isto não há leitura que seja difícil ou dura.

Será que quer aplicar comigo estas dicas que falei?
Fonte:pensadosatinta.blogspot.com.br/